Tuesday, 19 October 2010

Don't cry


"...
Às 23h em ponto, as luzes baixam até se apagarem e ouve-se a música de entrada...
A espera estava finalmente esquecida e o coração ansiava pelos primeiros acorde de "Chinese democracy". Com o DJ Asha a dar o mote, inicia-se a aventura gunner que durou até aproximadamente 3h de excelente música, muita emoção e felicidade redobrada. "Chinese democracy" dá o mote ao excelente show e é super aclamada pelo público. Digamos que é um no "Jungle", século XXI, com punjança, lirismo e suor q.b.
De seguida, e sem qualquer pausa Axl abre ainda mais as goeas e solta o seu grito "Do you know where the fuck you are? You're in the jungle baby, wake up, time to die"... Nem seque paramos de saltar, tal a ovação que o público envia em direcção da banda, que se revela mais coesa desde a última vez que a vi (3/4 anos atrás).
Tommy Stinson sem aviso prévio, findada a música anterior, trilha o som com a famosa linha do "It's so easy" e nós continuamos, sem parar, num delírio uníssono. Excelente batida, com o famoso "Fuck off" e tudo para deliciar olhos e mente...
Finda a prestação anterior, "Mr. Brownstone" ataca e continua a onda de euforia pelos fãs mais antigos e os mais novos também se elevam neste poderio.

Pausa...

Depois da injecção descontrolada, a pausa aparece, merecida para todos e gozada por essas mesmas pessoas...

"Sorry" entra para nos deliciar a consciência e o coração, com uma melodia muito à la Pink Floyd e que surte um excelente efeito ao vivo.
Após o efeito hiponotizante da anterior, somos sufocados pelo intenso poder da nova "Shakler's revenge" que apesar de tudo, soa bem melhor no cd, no seu emaranhado de guitarras, distorção, gritos e afins...
Axl pára um pouco e apresenta Richard Fortus para ele nos presentear com uma versão rockalhada do tema original da série de filmes "James Bond".
Servindo de prelúdio para a próxima, que mais não poderia ser que "Live and let die", aqui acompanhada com explosões muito quentes, que nos remetem para 92 e a digressão "Use your illusion world tour".
Do nada, e após explosão atrás de explosão, somos presenteados com "This I love", que apesar de bela, fica aquém do seu valor, pois o Axl decide puxar pela sua voz demasiadamente, o que nos deixa a sonhar com algo de mais sentimental.

Pausa...

Axl apresenta mais alguns elementos que se reúnem para a portentosa "Rocket queen" que faz os fãs saltar, vibrar e viver a melodia com de 25 anos.
Dizzy Reed desce do seu pedestal e, com o piano em frete ao público, empreende um instrumental glam rock do tema "Ziggy Stardust", que permite vislumbrar "The blues", que se revela inebriante numa noite que ainda vai no adro.
"You could be mine", após a apresentação de Brain, revela-se talvez a música mais poderosa entre o público e a banda nesta longa noite de 'intermission' na nossa vida.
O público aplaude e DJ Asha faz a sua performance de um original seu "The ballad of death". Mostra o quão competente é e a musicalidade que sai de cada acorde seu.
Com toda a energia a revolver ainda por dentro, "Sweet child o' mine" atinge o público em delírio e todos cantam como se cada um de nós tivéssemos escrito essa letra.

Pausa...

As luzes encontram-se baixas e Axl senta-se ao piano, como um prelúdio de algo já conhecedor de todos nós, mas não sem antes fazer um pequeno dueto com o público numa versão pianeira de "Another brick in the wall part II", seguida por instrumentais à la Mr. Elton John de "Goddbye yellow brick road" e "Someone saved my life tonight".
Sem chuva, mas todos molhados de suor, ouvimos com o coração na boca "November rain", que foi para mim um dos momentos mais belos e surreais de toda a noite. Chorei de felicidade por estar ali e por estar vivo e bem com a vida, apesar de tudo e de nada...
Antes de sair do palco, Axl apresenta-nos Bumblefoot, o meu guitarrosta preferido destes novos GN'R e. com a sua guitarrada, leva-me à minha infância e da minha mana e presenteia-nos com o tema da "Pink Panther", excelente.
Passada a visão do passado, entra "Better", que se revelou uma versão mais electrónica e menos rockeira, mas que também é a música do novo álbum que o público mais depressa reconhece. Bom ou menos bom, teve aqui e foi muito aplaudida.
Sem qualquer pré-aviso, chega o momento da noite em que o dueto, o desafio é lançado e todos têm que entrar, "Knokin' on heaven's door" é solta e o público apanha-a e atira-a de volta à banda com um poderio tal que as próprias fundações do Pavilhão Atlântico se juntam à melodia intemporal.
Ainda com o coração aos pulos e a emoção à flor da pele, somos levados aos primórdios dos GN'R e esbofeteados com "Nice boys",versão hard rock dos Rose Tatoo, que faz parte do reportório de covers desde o primeiro E.P.
Querendo continuar na onda do hard rock tradicional, "I.R.S." irrompe pelos speakers, mas deixa-me um sabor amargo, pois não é das minhas preferidas e não foi a melhor versão ao vivo, pois o Axl ainda se revelou mais estridente do que anteriormente e acho que ainda não percebeu que tem um "Catcher in the rye" que vale muitíssimo mais do esta cena toda... (desabafo).
Para recuperar o público da prestação estonteantemente estranha da anterior, dá-nos "Nightrain" e faz de novo as pazes.

Pausa...pausa...pausa...

Prenuncia-se um encore potente, pois parece-nos que ainda faltam algumas pérolas e toda a gente se pergunta quais...
A entrada faz-se com Bumblefoot a fazer um solo de re-aquecimento, apesar de ninguém ainda ter arrefecido nem um pouco e ataca a minha verdadeira surpresa da noite "Don't cry (original)", tocada mais numa vertente da versão demo e que deliciou mesmo o fã mais rockeiro hard core que ali estava presente e me levou a sonhar com o lado B! da vida, a minha adolescência ao som desta melodia intemporal.
Para felicitar todos os que ainda estão presentes na sua vida, Axl fez "Madagascar" e apresenta-nos sempre esta música com uma ilusão de excelência de vida, mostrando-nos que sim, a vida vale a pena, lutemos e venceremos.
Quem diria que após o recolhimento emocional da anterior iríamos saltar com outra cover já com barbas "Whole lotta Rosie" dos nossos AC/DC, que sempre fica bem em qualquer alinhamento rock.
"Waiting for a friend" dos Rolling Stones faz-nos saudades dos tempos em que "Wild horses" previa a melodia seguinte que só poderia ser "Patience", também catada em uníssono por uma plateia que já evidenciava algumas falhas de pessoas, pois o dia seguinte foi dia de trabalho...
E, para finalizar, a sempre eterna "Paradise city", que fechou com chave de ouro um concerto sem falhas, om emoção às toneladas e que durou praticamente 3h, mostrando que Axl Rose e os seus Guns N' Roses ainda são donos da cena musical rock e amam o que fazem. Muito obrigado GN'R!"*

*retirado do meu diário.

P.S. "Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight"

Thursday, 29 July 2010

Regression

Regressão...

 Muito se fala hoje em dia neste tipo de terapia levada a cabo por profissionais (hipnólogos), com o intuito de que, ao regressarmos ao nosso passado, seja ele infância, nascimento, vida intra-uterina e a vidas passadas, ou então realizarmos progressões ao futuro, possamos minorar o impacto de certos comportamentos, ideias, vontades, atitudes, ideologias, medos, etc... da vida actual.


Toda a regressão tem por base um estado de transe, que muitas vezes poderá ser confundido com a fase do sono, mas não o é, pois a pessoa encontra-se sempre num estado de vigília. 
 

A génese da palavra HIPNOSE provém do Deus grego do sono, Hypnos. Este Deus Hipnos era filho de Nix (a noite, a escuridão acima de Gaia) e Érebo ( As trevas Primordiais,"a escuridão profunda que se formou no momento da criação"). Teve muitos irmãos, entre os quais seu irmão gémeo, Tânatos, a morte.


A indução a um estado de hipnose, pode ser efectuada por um técnico ou mesmo pela própria pessoa. Normalmente este estado é induzido pelo hipnólogo, utilizando a voz, de forma calma, monótona, rítmica e persistente. A sugestibilidade da pessoa é aumentada, podendo a partir daí iniciar-se a sessão de regressão.

Quase todas as pessoas são susceptíveis de serem hipnotizadas, algumas mais facilmente, outras nem por isso. 

O estado de hipnose é um estado que posso considerar de bem-estar físico e psicológico. A pessoa lembra-se da sessão em si, normalmente, e daí poderão advir certas e determinadas ideias, respostas, razões, o que acharem melhor para definir novas perspectivas de "questões" pertinentes actuais da nossa vida presente. 

Como verificamos acima, poderá regredir-se até vidas passadas, que se considera a Terapia de hipnose regressiva.

 Vivenciar vidas passadas é um daqueles momentos da vida que todos deveríamos experimentar, pois é muito difícil definir ou explicar por palavras toda a amálgama de sentimentos que experimentamos numa dessas sessões.

 Buscamos por vezes respostas a questões que ainda não conseguimos compreender... Encontramos momentos que nos fazem ponderar o que estamos aqui a fazer... Surpreendemo-nos com a nossa mente... Percebemos, quase todos, a nossa ligação espiritual com quem faz parte da nossa vida e com a humanidade como um todo...

Sem dúvida que poderão questionar-se:
Como?!
Porquê?!
Estranho!
Espectacular!
...e um sem fim de outras expressões, mas sem dúvida que no final de uma regressão não conseguiremos deixar de nos interrogar:
- O que foi isto que me aconteceu?!...

Viver a vida implica estarmos com o "nosso armário" livre de esqueletos, fantasmas, poeira que só serve para toldar a nossa visão da vida neste momento tão especial que é VIVER!

Experenciemos e lutemos contra estes impasses da vida e saibamos tirar o proveito desta nossa passagem por cá, pela Terra, para que nos possamos unir todos na Luz Universal, a Luz que irradia da energia à qual todos pertencemos.

Boas viagens!!!!

;-[*

P.S. "Close your eyes and begin to relax. Take a deep breath, and let it out slowly. Concentrate on your breathing. With each breath you become more relaxed. Imagine a brilliant white light above you. Focus on this light as it flows through your body. Allow yourself to drift off as you fall deeper and deeper into a more relaxed state of mind. Now, as I count back from ten to one, you will feel more peaceful and calm. Ten. Nine. Eight. Seven. Six. You will enter a safe place where nothing can harm you. Five. Four. Three. Two. If at any time you need to come back, all you must do is open your eyes. One."
-
Dream Theater

Friday, 23 July 2010

7

Há uns dias atrás saiu na revista "Notícias Magazine" que vem com o Jornal de Notícias ao Domingo, uma matéria sobre o número sete, que me intrigou e adorei. Por esse motivo este meu post vai basear-se nessa matéria apresentar este número enigmático, pois estamos no mês 7 deste nosso ano e 2010.



"Sete é um número extremamente místico. Na numerologia é um número forte, masculino e carregado de simbolismo. A magia do sete remonta às eras pré-cristãs, divide os ciclos de vida do homem e é, curiosamente, o número de itens partilhados por religiões muito diferentes.

7 maravilhas do mundo: "Pirâmide de Queops"; "Jardins Suspensos da Babilónia"; "Estátua de Zeus em Olímpia"; "Templo de Artemisa em Éfeso"; "Mausoléu de Halicarnasso"; "Colosso de Rodes" e "Farol de Alexandria".


7 idades do ser humano: "Idade Aparente"; "Idade Psicológica"; "Idade Emocional"; "Idade Biológica"; "Idade Espiritual"; "Idade Social" e "Idade Cronológica".


7 níveis do inferno: "Rege"; "Larz"; "Baco"; "Pã"; "Medit"; "Set" e "Demónio Cristão".


7 cores primárias (arco-íris): ""Vermelho"; "Laranja"; Amarelo"; "Verde; "Azul"; "Anil" e "Violeta".


7 notas musicais: "Dó"; "Ré"; "Mi"; "Fã"; "Sol"; "Lá" e "Si".


7 dias da Semana: "Domingo"; "Segunda-feira"; "Terça-feira"; "Quarta-feira"; "Quinta-feira"; "Sexta-feira" e Sábado.


7 anões na história da Branca de Neve: "Soneca"; "Dengoso"; "Dunga"; "Feliz"; "Atchim"; "Mestre" e "Zangado".


7 pecados mortais: "Orgulho"; "Inveja"; "Gula"; "Luxúria"; "Ira"; "Ganância" e "Preguiça".


7 planetas (originais - Ptolomeu [antes da definição do heliocentrismo]): "Lua"; "Mercúrio"; "Vénus"; "Sol"; "Marte"; "Júpiter" e "Saturno".


7 virtudes: "Castidade"; "Generosidade"; "Temperança"; "Diligência"; "Paciência"; "Caridade" e "Humildade".


7 pétalas da rosa. Cada rosa tem a sua cor, a saber: amarela (amor por alguém que está a morrer ou amor platónico); azul (verdadeiro amor eterno, raro, forte, que nunca se abale ou descolore); branca (reverência, segredo, inocência, pureza e paz); champanhe (admiração, simpatia); coloridas em tons claros (amizade e solidariedade); coloridas, predominando o vermelho (amor, paixão e felicidade); cor-de-rosa (gratidão, o agradecimento, o feminino); vermelhas (paixão, amor, respeito e adoração); vermelha com amarelo (felicidade) e vermelho com branco (harmonia e unidade).


7 cabeças da Naja de Angkor: que é uma cobra com sete cabeças, segura pelos Asura, no templo de Angkor.


7 céus: que simbolizam os 7 graus de felicidade que o homem teria que alcançar aquando da sua subida.

7 hierarquias angélicas (segundo S. Jerónimo): "Serafins"; ""Querubins"; "Potestades"; "Dominações"; "Tronos"; "Arcanjos" e "Anjos".

7 raios : "Azul - poder"; "Dourado - sabedoria"; "Rosa- amor"; "Branco - pureza"; "Verde - cura"; "Rubi - devoção" e "Violeta - transmutação".

A infinidade de significados do número sete não fica por aqui, muito ainda há que descobrir, mas a importância deste número tanto no misticismo como na vida social é inegável, por isso aproveitem bem este mês 7 e boas férias!

;-[*


P.S."All seven and we'll watch them fall
They stand in the way of love
And we will smoke them all
With an intellect and a savoir-faire
No one in the whole universe
Will ever compare
I am yours now and you are mine
And together we'll love through
All space and time, so don't cry
One day all seven will die"
-
Prince And The New Power Generation