Tuesday, 29 December 2009

Love song for a vampire


A primeira mensagem a colocar neste blog, esteve para ser esta isto porque eu desde sempre adorei o conceito de vampiro, tanto como figura mitológica, como conceito de vida! No entanto, o que me levou a não o fazer foi toda esta onda 'cool' vampírica que assola a nossa sociedade de hoje, colocando o vampiro como a nova estrela pop de entre as várias figuras de horror que nos assolavam no aconchego dos nossos pesadelos!


O que é um vampiro?


É um ser que vive (apesar do conceito de viver desta criatura nocturna ser muito diferente do nosso) nas sombras da noite, esperando a sua vítima mortal para se alimentar do que lhe dá a vida, o sangue!!!

O sangue simboliza a vida, pois sem ele não estaríamos vivos. Desde os primórdios da humanidade, o sangue tem uma relação muito estreita com o oculto. Os sacrifícios sempre envolveram a necessidade de derramação de sangue, tenha sido ele humano ou animal. Cristo transforma o vinho em sangue na Última Ceia com os seus discípulos. O Santo Graal é uma das relíquias mais famosas da antiguidade, por ter sido o recipiente que acolheu o sangue de Cristo... E poderíamos continuar na divagação sanguínea histórica...


Aquando da referência a vampiros, remete-se logo para o primeiro de entre eles na história, Drácula!


Vlad III, o Empalador, príncipe de Valáquia, Transilvânia, que pertenceu à ordem do Dragão, Draculia. Este príncipe romeno é tido como o primeiro de entre os vampiros, pois ficou conhecido por empalar os seus inimigos em estacas, deixando-os morrer e, conta-se, bebendo do sangue destes. Este príncipe foi a ideia chave para o romance de Bram Stocker "Dracula", que aconselho vivamente toda a gente a ler.


Mas não foi este o único exemplar histórico do vampirismo, temos também uma famosa condessa húngara, Erzsébet Báthor, que devido à sua obsessão pela beleza, perpetrou uma série de hediondas crimes que envolviam virgens, para se banhar no seu sangue e alcançar a beleza eterna. O seu cognome histórico é o apropriado: "A condessa sangrenta".

E poderíamos continuar a nossa demanda por figuras históricas, mas iríamos sempre dar a um ponto em comum, a necessidade do sangue para perpetuar a vida, a beleza, a juventude...


O vampiro é a personificação do ideal de beleza, para sempre jovem, para sempre apto a aventuras, com um 'sex appeal' que o leva a ser idolatrada nesta nossa sociedade actual.


Para que não fira demasiado as susceptibilidades dos jovens de hoje em dia, coloca-se os vampiros como seres bondosos, 'vegetarianos', belos, que vivem em mansões, alheios aos poderes da igreja (ícones religiosos e afins) e importantes na sociedade em que estão inseridas. Daí a busca por este ser...


Encontramo-nos sempre na necessidade da nossa perpetuação pessoal, na imortalidade, mas não sem condicionantes, a beleza eterna, a companhia perfeita, a desculpa pelos nossos actos mais profanos, a necessidade de afirmação pessoal. Tudo isto contribui para a generalização do culto vampírico hoje em dia.


Bem amigos, até sempre, numa noite destas!...


;-[*


P.S. "Come into these arms again
And set this spirit free" - Annie Lennox



Gloria in Excelsis Deo

"Seguindo a velha tradição cristã, digo:
- Que a paz esteja contigo.

Desde a antiguidade o Homem sentiu uma necessidade incontrolável com o que o transcende. Isso observa-se desde as singulares pinturas das paredes das cavernas, onde antes da caça ou após da mesma, alguém gravava nela (como podia) a graça concedida pela deidade adorada, que amando o povo lhes concedeu alimento; trazendo animais para a cercania e aprumando a mira no momento do disparo do caçador. A humanidade cresceu, aprendeu e até hoje muitos sistemas de louvor pelas graças concedidas surgiram. A deificação concentrou-se na Luz, fonte de Vida, representada simbolicamente pelo nosso Astro-Rei, o Sol. Dos egípcios de Heliópolis até aos actuais sistemas religiosos esta fonte de Luz inefável e inominável, tem de se encontrar tangível para que a possamos compreender.


A evolução da ciência acompanhada pela evolução da religiosidade tornou este tema muito complexo e hoje o Homem complica demasiado a relação do divino consigo mesmo. Existirá algo mais representativo do Sol que um menino, alvo, irradiando palhinhas douradas por todos os lados, como que a dizer: 'E as trevas não o compreenderam', transcrita do prólogo do evangelho de João?



Nesta época de festa, olhemos para a Natureza e para nós mesmos, reflexos criados à Imagem e Semelhança do Criador; e apercebamo-nos que após o solistício de Inverno os dias começam a crescer, tornando o Sol, pouco a pouco mais presente dissipando assim as trevas da noite. É um Sol recém nascido, nascido da Virgem (constelação) que desponta no horizonte, acompanhada pelos três Reis Magos de Orion que hoje se encontram na perpendicular à Terra. É um Sol que vai crescer, iluminar cada vez mais e depois... morrer, ressuscitando para nos dar a conhecer o fim da Obra da Vida que cada um deverá encontrar. Ciclicamente voltará a nascer. Ano após ano. Insistentemente para que Ele, o Nosso sol possa despertar em cada um de nós. Reparemos que em cima e em baixo tudo se cumpre de forma semelhante. Todos os dias o sol nasce e morre, para renascer novamante na aurora que o espera. Enquanto tivermos luz, temos Natal.


Este é um ponto fundamental desta época vocacionada para que tenhamos atenção a ela. O nascimento do Menino Rei dentro do coraçao de cada um. Não importa o nome que lhe damos, interessa sim que o façamos vivo. Que Ele, a verdadeira estrela flamejante que dá a vida, esntre hoje de mansinho na nossa morada, no presépio que somos cada um de nós para que possamos cuidar dele, nutri-lo para que cresça e se torne O Cristo. 


Com esta nova luz agora nascida, desejo a todos um ano cheio de felicidades e de realizações a todos os níveis.


Este é o meu presente para todos. É para ouvir de olhos fechados...



espero que durante esses minutos sintam um pedacinho do fogo que está no vosso coração e que deseja consumir-vos. Basta que deixeis. Todos juntos podemos aquecer a Terra."

Recebi este email, no meio de tantos e tantos mails sobre o Natal mas este tocou-me especialmente muito fundo no coração eachei que era ideal para colocar aqui. Não sei quem o escreveu, mas agradeço-te do fundo do meu coração flamejante! Muito Obrigado!...


:-[*