"Seguindo a velha tradição cristã, digo:
- Que a paz esteja contigo.
Desde a antiguidade o Homem sentiu uma necessidade incontrolável com o que o transcende. Isso observa-se desde as singulares pinturas das paredes das cavernas, onde antes da caça ou após da mesma, alguém gravava nela (como podia) a graça concedida pela deidade adorada, que amando o povo lhes concedeu alimento; trazendo animais para a cercania e aprumando a mira no momento do disparo do caçador. A humanidade cresceu, aprendeu e até hoje muitos sistemas de louvor pelas graças concedidas surgiram. A deificação concentrou-se na Luz, fonte de Vida, representada simbolicamente pelo nosso Astro-Rei, o Sol. Dos egípcios de Heliópolis até aos actuais sistemas religiosos esta fonte de Luz inefável e inominável, tem de se encontrar tangível para que a possamos compreender.
A evolução da ciência acompanhada pela evolução da religiosidade tornou este tema muito complexo e hoje o Homem complica demasiado a relação do divino consigo mesmo. Existirá algo mais representativo do Sol que um menino, alvo, irradiando palhinhas douradas por todos os lados, como que a dizer: 'E as trevas não o compreenderam', transcrita do prólogo do evangelho de João?
Nesta época de festa, olhemos para a Natureza e para nós mesmos, reflexos criados à Imagem e Semelhança do Criador; e apercebamo-nos que após o solistício de Inverno os dias começam a crescer, tornando o Sol, pouco a pouco mais presente dissipando assim as trevas da noite. É um Sol recém nascido, nascido da Virgem (constelação) que desponta no horizonte, acompanhada pelos três Reis Magos de Orion que hoje se encontram na perpendicular à Terra. É um Sol que vai crescer, iluminar cada vez mais e depois... morrer, ressuscitando para nos dar a conhecer o fim da Obra da Vida que cada um deverá encontrar. Ciclicamente voltará a nascer. Ano após ano. Insistentemente para que Ele, o Nosso sol possa despertar em cada um de nós. Reparemos que em cima e em baixo tudo se cumpre de forma semelhante. Todos os dias o sol nasce e morre, para renascer novamante na aurora que o espera. Enquanto tivermos luz, temos Natal.
Este é um ponto fundamental desta época vocacionada para que tenhamos atenção a ela. O nascimento do Menino Rei dentro do coraçao de cada um. Não importa o nome que lhe damos, interessa sim que o façamos vivo. Que Ele, a verdadeira estrela flamejante que dá a vida, esntre hoje de mansinho na nossa morada, no presépio que somos cada um de nós para que possamos cuidar dele, nutri-lo para que cresça e se torne O Cristo.
Com esta nova luz agora nascida, desejo a todos um ano cheio de felicidades e de realizações a todos os níveis.
Este é o meu presente para todos. É para ouvir de olhos fechados...
espero que durante esses minutos sintam um pedacinho do fogo que está no vosso coração e que deseja consumir-vos. Basta que deixeis. Todos juntos podemos aquecer a Terra."Recebi este email, no meio de tantos e tantos mails sobre o Natal mas este tocou-me especialmente muito fundo no coração eachei que era ideal para colocar aqui. Não sei quem o escreveu, mas agradeço-te do fundo do meu coração flamejante! Muito Obrigado!...
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